Pedra nos rins: o que fazer para evitar?

Esta é uma pergunta muito comum ao final de uma consulta de pacientes que precisaram ser operados na vigência de uma cólica ou que tiveram uma cólica renal recentemente ou, ainda, que foram surpreendidos por exames de rotina mostrando pedras nos rins.

E infelizmente não existe fórmula mágica.

Existem sim estratégias que diminuem o risco de formação das pedras ou diminuem as chances delas aumentarem de tamanho. 

Por que não existe um jeito único e simples de resolver/evitar?

1o: Existem pedras de diferentes composições, que se formam em cenários diferentes e depois de formadas se comportam de maneira distinta mediante algum tratamento.

2o: O processo de formação de cálculos é MULTIFATORIAL, ou seja, não existe uma fator único que bastaria tratá-lo para interromper o processo. Aqui costumo explicar o seguinte: a formação dela envolve 3 pilares: hidratação (envolve o conceito básico de formação dos cálculos renais: a supersaturação da urina, isto é, o desequilíbrio entre soluto e solvente), alimentação (consequente aumento de concentração de solutos em relação ao solvente, fatores protetores e promotores da formação) e predisposição genética. Como uma estratégia única seria capaz de atacar todos estes fatores ao mesmo tempo!

Direto ao ponto:

  1. Hidrate-se: procure se basear na cor da sua urina, deixando-a mais clara possível. Devemos urinar de 30 a 40 ml por kg de peso por dia, uma pessoa de 70 kg deveria ter um volume de urina em 24h de 2100 ml. 
  2. Alimenta-se bem: Diminua o consumo dos promotores: evite exageros no sal e nos industrializados, refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, temperos prontos, enlatados e embutidos e etc. Aumente o consumo dos protetores: frutas cítricas, verduras e legumes – ricos em potássio e magnésio como: banana, uva, melão, beterraba, quiabo, couve, grão de bico, entre outros. 
  3. Pratique atividade física regular: trata-se de uma estratégia eficiente para prevenção de cálculos renais tanto por interferir e melhorar a composição da urina quanto por ajudar no controle e tratamento de doenças que sabidamente são fatores de risco para formação de pedras como obesidade e diabetes, síndrome metabólica (pressão alta, alterações de colesterol, diabetes, obesidade). 
  4. Não faça restrição de cálcio na alimentação (a não ser que seja uma orientação especifica dada por algum profissional): porque a diminuição do cálcio na dieta interfere na absorção de oxalato, causando uma predisposição de formação de cálculos de oxalato. 
  5. Se você já teve ou tem parentes que tiveram procure um urologista: desta maneira são feitos exames iniciais de triagem que podem identificar pedras e se for o caso já submeter o paciente a alguma investigação mais aprofundada e até eventualmente tratar cálculos que poderiam gerar uma cólica renal no futuro. 

Dr, e o tal do chás de quebra pedra qual sua opinião sobre o assunto. Ajuda mesmo?, pode tomar? Assunto para um próximo artigo!

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Dr Bruno Vedovato

Dr Bruno Vedovato

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